Como a Internet das Coisas vai mudar a forma como você cuida da sua saúde.

Estima-se que o mercado de IoT na saúde atinja $410 bilhões de dólares em 2022, sendo 1,6 bilhões em vestíveis, com um crescimento de 30% ao ano.

É opinião unânime entre analistas e estudiosos, que a IoT está transformando a indústria da saúde. A rápida proliferação de dispositivos móveis conectados à internet como vestíveis, implantes inteligentes, sensores diversos, aparelhos de monitoramento em casa e todos os aplicativos de saúde que conectam pacientes com provedores de saúde tem um potencial infinito de melhorar a eficácia do sistema, e mais importante que isso reduzir os custos e desperdícios que são estimados em até 40 % de todos os gastos.

Os desafios para a saúde em todo o mundo incluem acessibilidade, qualidade e acesso. Tanto nos países desenvolvidos e em desenvolvimento há um aumento crescente de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca, Alzheimer entre outras, secundárias ao estilo de vida e ao aumento da sobrevida em suas populações. É unanimidade entre os analistas que a única maneira de reduzir os custos e melhorar o atendimento no curto prazo, é através de ações de engajamento dos pacientes crônicos.

No Brasil após a década de 1960 houve um declínio expressivo nos níveis de fecundidade, uma redução no crescimento da população, que alterou a pirâmide etária. A partir daí temos um aumento contínuo da população idosa.

Segundo estimativas da Goldman Sachs 200 bilhões de dólares podem ser economizados com a utilização de IoT na melhora do gerenciamento das doenças crônicas nos próximos anos. 

Inúmeras iniciativas estão andamento em vários países do mundo para engajar melhor esses pacientes, ajudá-los a entender suas doenças e participarem ativamente da discussão do seu tratamento. Dividir a decisão em tratar e como tratar com o médico e com os serviços de saúde. Monitorar conjuntamente os seus sintomas, os resultados de seus exames, a sua atividade física.

Os consumidores estão aproveitando o acesso sem precedentes à informação para se tornarem mais diligentes e informados sobre sua saúde. O crescente poder do paciente como consumidor exigente está criando novos modelos de atendimento. Os pacientes estão exigindo um serviço mais sofisticado, conveniente, transparente, acessível e personalizado.

Dentro desse processo de engajamento, a IoT passa a ter um papel importantíssimo e reconhecido por todos estudiosos do problema.

Uma vez que os pacientes também estão percebendo a flexibilidade que a tecnologia traz para seus cuidados. Mesmo os pacientes mais idosos estão cada vez mais dispostos a serem monitorados sem fio para suas condições, e consideram receber tratamentos médicos tradicionalmente hospitalares, como a quimioterapia, em casa. Hoje existe grande disponibilidade de sensores de dados médicos que podem transmitir as informações em tempo real, permitindo uma interação imediata entre o paciente e um serviço médico.

Mas, se o paciente não estiver engajado nesse processo, não receber estímulos constantes para a utilização desses dispositivos, e quando necessário respostas imediatas do seu médico, na maioria das vezes vão ser usados pelo tempo que forem considerados novidade. O dispositivo será colocado em alguma gaveta e esquecido, ou substituído por outra novidade disponível no momento.

Para que a Internet das coisas seja utilizada pelos pacientes é fundamental que as ferramentas fornecidas sejam simples e com funcionalidades significativas. Esse conceito deve ser especialmente aplicado para os 60+ que não nasceram com a tecnologia, mas foram aprendendo a utilizá-la durante a sua vida.

A seleção de tecnologias inadequadas é um dos maiores obstáculos para que se consiga um número significativo de pacientes envolvidos. Pela experiência de prestadores de serviços, os portais desenvolvidos para pacientes sem recursos práticos e os aplicativos que não dão aos usuários uma razão para voltar – ou que os deixam confusos demais para tentar – são rapidamente deixados de lado.

À medida que os pacientes procuram novas maneiras para gerenciar sua própria saúde, os “players” desse mercado devem se assegurar que são capazes de atender a essas expectativas e abraçar a nova realidade da Internet das Coisas antes que oportunidades valiosas de engajamento sejam perdidas pelo desinteresse de pacientes desiludidos.

Independentemente das dificuldades na implementação e na sua utilização, a Internet das coisas na saúde é reconhecidamente um caminho sem volta. Médicos, provedores de saúde, seguradoras e indústrias farmacêutica precisam reavaliar os seus negócios para se adaptarem a esses novos pacientes e a essas novas tecnologias com o risco de se tornarem obsoletos a perderem o seu valor no mercado.

O futuro chegou!


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Layla Vallias

Fundadora da Helga, empresa de estratégia digital e desenvolvimento de produto para PMEs e cofundadora do Hype60+. Mercadóloga de formação com especialização em Marketing Digital pela Universidade de Nova York, e Diretora de Marketing do Aging2.0 Chapter São Paulo. Já empreendeu no setor de logística internacional durante cinco anos e depois resolveu começar tudo de novo para entender de gente. Trabalhou com pesquisa de mercado no Grupo Abril e, na Endeavor Brasil, ajudou a criar uma comunidade peer-to-peer com mais de 350 empreendedores. A vontade de criar uma solução para a longevidade já era antiga e, quando conheceu pessoas que compartilhavam do mesmo propósito, não pensou duas vezes. Tem o sonho grande de ver o Brasil um país mais inclusivo e mais justo para os maduros e a missão de fazer isso se tornar realidade. No Hype60+ atua nas áreas de Produto & Estratégia Digital.

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